O conflito no Irã, iniciado há dez dias com ataques dos Estados Unidos e Israel, provocou uma disparada nos preços do petróleo, que ultrapassaram US$ 100 por barril pela primeira vez desde 2022. Esse aumento já impacta os custos da gasolina e preocupa mercados globais.
As bolsas asiáticas sentiram o efeito da crise, com o índice Nikkei 225 do Japão caindo mais de 5% e o sul-coreano Kospi sofrendo uma queda de 6% após uma paralisação temporária para conter o pânico nas negociações.
Reunião emergencial do G7
Para enfrentar o cenário, os ministros das principais economias do G7 se reúnem nesta segunda-feira (9) em uma teleconferência liderada pela França. O encontro visa avaliar medidas para conter a alta dos preços do petróleo, entre elas a possível liberação conjunta de reservas estratégicas coordenadas pela Agência Internacional de Energia (AIE).
Três países do grupo, incluindo os Estados Unidos, já demonstraram apoio a essa ação, que busca amenizar o impacto da interrupção no Estreito de Ormuz, passagem vital para cerca de 20% do petróleo mundial, cujo tráfego está praticamente parado desde o início do conflito.
Nova liderança e intensificação dos ataques
No Irã, Mojtaba Khamenei foi nomeado para suceder seu pai, Ali Khamenei, como líder supremo, indicando a continuidade da linha dura no comando do país durante o conflito. A escolha tem gerado controvérsia, inclusive entre aliados dos Estados Unidos.
Enquanto isso, os ataques aéreos de Estados Unidos e Israel continuam atingindo alvos estratégicos iranianos, incluindo depósitos de petróleo. Em resposta, o Irã tem atacado a infraestrutura energética de países vizinhos, com a Arábia Saudita relatando a interceptação de drones em áreas petrolíferas.
Especialistas apontam que o conflito pode se prolongar, o que mantém a pressão sobre os preços globais de energia e amplia as preocupações econômicas em todo o mundo.
