A terapia celular e genética está revolucionando a medicina e deve movimentar mais de R$ 300 bilhões até 2026, segundo projeções do setor. Esse avanço permite alterar genes para combater doenças graves e abrir novas possibilidades de tratamento.

Um exemplo promissor é uma vacina em desenvolvimento que pode destruir tumores cerebrais e fortalecer o sistema imunológico para evitar a volta do câncer. Pesquisadores da Harvard University já testam essa técnica em animais, com resultados positivos.

A oncologia lidera os investimentos no setor, seguida por pesquisas para tratar distúrbios do sistema nervoso e doenças oculares. No Brasil, a Anvisa já aprovou medicamentos genéticos como o Zolgensma, indicado para atrofia muscular espinhal, e o Luxturna, para distrofias hereditárias da retina.

Além disso, terapias de RNA, como as usadas na vacina da Covid-19 da Pfizer, atuam sem alterar permanentemente o DNA, trazendo inovação em tratamentos rápidos e eficazes.

Porém, o avanço da terapia genética traz um debate importante sobre acesso e desigualdade. Estudos recentes mostram que fatores sociais, como pobreza e discriminação, impactam a saúde pública muito mais do que diferenças genéticas, alertando para a necessidade de inclusão no acesso a esses tratamentos.

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