Os ministros das principais economias do G7 se reuniram em caráter emergencial nesta segunda-feira (9) para discutir o impacto da escalada do conflito no Irã sobre os preços do petróleo. A reunião virtual, liderada pela França, ocorreu diante da alta significativa nos valores do barril, que superou os US$ 100 pela primeira vez desde 2022.
A tensão na região do Estreito de Ormuz, ponto estratégico por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, levou à paralisação quase total do tráfego de petróleo, afetando diretamente o mercado global. A interrupção prolongada no fornecimento tem pressionado os preços para cima, com reflexos imediatos no custo da gasolina para consumidores e empresas ao redor do mundo.
Mercados em queda e medidas em debate
Na Ásia, as bolsas sofreram fortes baixas, com o índice Nikkei 225, do Japão, caindo mais de 5%. Na Coreia do Sul, o índice Kospi chegou a registrar queda superior a 8%, ativando o mecanismo de suspensão temporária das negociações para conter um possível pânico financeiro. O Kospi fechou o dia em baixa de 6%.
Durante a reunião, os países discutiram a possibilidade de liberar reservas estratégicas de petróleo coordenadas pela Agência Internacional de Energia (AIE). Três membros do G7, incluindo os Estados Unidos, já demonstraram apoio à ação conjunta para tentar estabilizar os preços.
Nova liderança e ataques continuam no Irã
No âmbito político, o Irã nomeou Mojtaba Khamenei como novo líder supremo, substituindo seu pai Ali Khamenei, assassinado no início do conflito. A escolha reforça a permanência da ala linha-dura no comando do país, apesar da controvérsia interna e da rejeição dos Estados Unidos, que consideram a sucessão inaceitável.
Enquanto isso, os ataques aéreos de EUA e Israel continuam, atingindo instalações petrolíferas iranianas, enquanto o Irã responde com ataques à infraestrutura energética de países vizinhos, como a Arábia Saudita, que recentemente interceptou drones direcionados a campos de petróleo.
O presidente americano Donald Trump minimizou os efeitos do aumento do preço do petróleo, afirmando que o custo é pequeno diante da segurança global que buscam garantir. Entretanto, o impacto já é sentido no mercado doméstico, com a gasolina nos EUA subindo 11% na última semana.
