Os acionistas da Warner Bros. Discovery deram sinal verde para a venda da empresa à Paramount por US$ 31 por ação, totalizando cerca de US$ 81 bilhões, ou R$ 402 bilhões. Com as dívidas incluídas, o valor da operação chega a quase US$ 111 bilhões (R$ 551 bilhões).
A fusão unirá grandes nomes de Hollywood e do jornalismo, como HBO Max, CNN, CBS e o streaming Paramount+. A aprovação dos acionistas aumenta as chances de o negócio ser concluído ainda no terceiro trimestre fiscal, mas ele ainda precisa passar por análise do Departamento de Justiça dos EUA e de reguladores internacionais.
A Paramount, controlada pela Skydance, enfrentou resistência no processo. Inicialmente, a Warner preferiu uma proposta da Netflix, que acabou desistindo. A oferta maior da Paramount virou o jogo, mesmo com críticas de profissionais da indústria que temem perda de empregos e menos diversidade de conteúdo.
Executivos garantem que a fusão trará benefícios para o público, como catálogos maiores e a promessa de manter 30 lançamentos anuais nos cinemas, com janelas de exibição de 45 dias. Porém, cortes de custos e demissões são esperados, o que preocupa críticos e autoridades estaduais, como o procurador-geral da Califórnia, que investiga o caso.
Além das mudanças no entretenimento, o acordo levanta questões sobre o controle editorial, especialmente na CNN, que pode sofrer alterações após a integração com a CBS, já sob influência da Paramount. Investidores internacionais, incluindo fundos da Arábia Saudita e do Oriente Médio, apoiam financeiramente a operação, mas não terão poder de voto na nova empresa.
