O Amapá registrou a maior taxa de desemprego do Brasil no primeiro trimestre de 2026, segundo o IBGE. O índice chegou a 10%, superando estados como Alagoas, Bahia e Pernambuco.
Entre as mulheres, o desemprego foi ainda maior, atingindo 11,4%, enquanto entre os homens ficou em 8,9%. A situação varia conforme a escolaridade: quem tem ensino médio incompleto enfrenta 22,7% de desemprego, enquanto a taxa entre os que têm ensino superior completo é de 5,6%.
O levantamento também apontou que 42,7% dos trabalhadores do Amapá atuam na informalidade, sem carteira assinada ou registro formal. No setor privado, 68% dos empregados têm carteira assinada.
Outro dado preocupante é o aumento no número de pessoas que buscam emprego há mais de dois anos, que chegou a 10 mil, um crescimento de 25% em relação ao ano passado. Há ainda 6 mil pessoas procurando trabalho há menos de um mês.
Apesar do aumento no desemprego, o índice se manteve próximo ao registrado no último trimestre de 2025, que foi de 8,4%. A pesquisa faz parte da PNAD Contínua, principal estudo do IBGE sobre as condições de vida no país.
