Antes de enviar pessoas para Marte, cientistas realizam testes em simuladores que reproduzem as condições do planeta vermelho. Esses experimentos ajudam a entender como será viver e trabalhar em ambientes confinados e hostis, além de preparar o caminho para o turismo espacial.
Sian Proctor, uma das poucas mulheres negras que já foram ao espaço, participou de várias dessas simulações. Ela passou meses em ambientes que imitam Marte e a Lua, testando desde o uso eficiente de recursos como água e energia até o impacto psicológico do confinamento.
Um dos principais testes ocorreu no Havaí, em 2013, onde seis pessoas ficaram isoladas por quatro meses em uma instalação próxima ao vulcão Mauna Loa, cujo solo é semelhante ao marciano. Os participantes usavam trajes espaciais para explorar o entorno e ainda controlavam um rover remotamente no Canadá.
Essas experiências também focam em reduzir o desperdício, como o uso de alimentos desidratados para diminuir o peso das cargas nas espaçonaves. O aprendizado obtido nas simulações tem impacto direto na vida na Terra, tornando processos mais eficientes.
Recentemente, quatro pesquisadores começaram uma nova missão de um ano em um habitat de 157 m² no Johnson Space Center, em Houston. A estrutura, chamada Mars Duna Alpha, foi construída com concreto impresso em 3D que simula a lava vulcânica, para monitorar a saúde e a adaptação humana em condições similares às de Marte.
Para que esses planos avancem, é fundamental o desenvolvimento de foguetes mais potentes, como a Starship da SpaceX e a New Glenn da Blue Origin. A união entre governos e empresas privadas será decisiva para levar humanos ao espaço profundo e transformar a exploração espacial em uma realidade acessível.
