A Anthropic e a OpenAI estão em uma disputa intensa para serem as primeiras a abrir capital na bolsa de valores, marcando uma corrida bilionária no mercado de inteligência artificial. A Anthropic surpreendeu ao protocolar documentos confidenciais para seu IPO no início de junho, enquanto a OpenAI fez o mesmo uma semana depois.
Essa rivalidade vai muito além da competição entre seus CEOs, Sam Altman (OpenAI) e Dario Amodei (Anthropic), e já chegou a Wall Street. Ambas as empresas buscam captar grandes recursos ao mesmo tempo e dividem alguns bancos de investimento, que criaram barreiras internas para evitar vazamentos de informações entre as equipes.
Além da briga para chegar primeiro à bolsa, as duas companhias divergem na forma de mostrar suas receitas. A Anthropic contabiliza a receita bruta, incluindo valores repassados a parceiros como Amazon e Google, enquanto a OpenAI registra apenas a receita líquida, descontando pagamentos a parceiros como Microsoft. Essa diferença gera debates sobre a real dimensão dos ganhos de cada uma.
Internamente, a pressão para acelerar o IPO causou atritos na OpenAI, com o CEO Altman em conflito com a diretora financeira Sarah Friar sobre a viabilidade do cronograma. Apesar disso, Altman afirmou que não pretende apressar a estreia na bolsa.
A rivalidade entre as duas empresas começou em 2020, quando Amodei saiu da OpenAI para criar a Anthropic, focada em segurança da IA. Desde então, as disputas influenciam o ritmo de lançamentos e investimentos em tecnologias de inteligência artificial, como os chatbots ChatGPT e Claude.
No cenário público, a tensão é visível: em eventos, os líderes das duas empresas evitam gestos de aproximação, e críticas entre eles já foram feitas em grandes ocasiões, como o Super Bowl. A competição promete definir o futuro das tecnologias de IA e o padrão para o mercado financeiro do setor.
