O Departamento de Guerra dos Estados Unidos atualizou sua lista de empresas chinesas que, segundo Washington, têm ligação com o Exército da China. Agora são 188 companhias, incluindo nomes do setor de tecnologia como Baidu, Alibaba e fabricantes de chips CXMT e YMTC.
Além dessas, a montadora BYD, a empresa de biotecnologia WuXi AppTec e a fabricante de equipamentos de telecomunicações Baicells também foram adicionadas. A partir do fim de junho, o Departamento de Guerra não poderá contratar diretamente essas empresas, e a partir de 2027 estará proibido de adquirir seus produtos por meio de terceiros.
O governo americano afirma que as empresas listadas se encaixam na categoria de “empresas militares chinesas” e operam nos EUA. Elas têm a opção de solicitar a retirada da lista, mas a inclusão já impacta negativamente sua relação com fornecedores do governo dos EUA.
A Embaixada da China nos EUA criticou a decisão, chamando a lista de discriminatória e afirmando que as empresas seguem as leis locais. As companhias Baidu, Alibaba, BYD e WuXi AppTec negaram as acusações e disseram que vão buscar medidas legais para contestar a designação.
A atualização acontece menos de um mês após o encontro entre o presidente americano Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping em Pequim, que terminou sem avanços em temas delicados como Taiwan.
