O Banco Central anunciou que a inflação oficial vai continuar acima do limite máximo de 4,5% até o fim de 2026. Com isso, a instituição terá que enviar uma nova carta aberta ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, por não cumprir a meta estabelecida em lei.
Segundo o Relatório de Política Monetária divulgado nesta quinta-feira (25), a inflação acumulada em 12 meses até maio chegou a 4,72%, já ultrapassando o teto do sistema de metas. A previsão é que o índice fique em 4,8% até setembro e alcance 5,2% em 2026.
O Banco Central estima que a inflação volte para dentro da meta entre o segundo e terceiro trimestre de 2027, com projeção de 4% para o ano fechado. A carta aberta ao ministro deve ser enviada em novembro, já que a inflação ficará acima do teto por seis meses seguidos até outubro.
O aumento da inflação está ligado principalmente à guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo e, consequentemente, dos combustíveis no Brasil. O barril chegou a custar cerca de US$ 100, mas caiu para US$ 75 após um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.
Para tentar conter os efeitos, o governo reduziu tributos e concedeu subsídios para combustíveis. Mesmo assim, economistas do mercado financeiro elevaram suas estimativas para a inflação de 2026, que agora pode chegar a 5,33%, e reduziram a expectativa de corte de juros no próximo ano.
