A OCDE elevou a previsão de crescimento do PIB do Brasil para 2026, agora estimando alta de 2%, ante 1,6% previsto em junho. Para 2027, a projeção foi reduzida de 2,1% para 1,9%.
O crescimento se mantém apesar dos impactos da guerra no Oriente Médio e da alta nos preços da energia. O Brasil está entre as economias emergentes do G20 que mostram resistência graças a uma demanda interna forte.
O PIB brasileiro alcançou R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre de 2026, com crescimento de 0,5% em relação ao trimestre anterior e 2% na comparação anual. No acumulado dos últimos 12 meses, a expansão foi de 1,9%.
A OCDE atribui essa melhora ao consumo e aos investimentos que seguem firmes, além de políticas públicas que ajudaram a conter o impacto da alta dos custos energéticos para famílias e empresas. Outro destaque é a queda da taxa básica de juros no Brasil, que caiu mais de 1 ponto percentual desde março, enquanto outros países do G20 aumentaram seus juros.
No cenário global, a previsão de crescimento da economia mundial para 2026 também foi ajustada para cima, de 2,8% para 2,9%. A entidade aponta que a economia global absorveu melhor do que o esperado os efeitos da crise no Oriente Médio, com estoques de petróleo e ações governamentais que limitaram os impactos.
Investimentos em inteligência artificial e tecnologia também impulsionaram o PIB em países como Estados Unidos, Canadá e Austrália. Porém, a OCDE alerta para riscos futuros, como a pressão da inflação causada pelos preços da energia e a possibilidade de desaceleração dos investimentos em tecnologia caso os retornos esperados demorem a acontecer.
