Faltam apenas 100 dias para o primeiro turno das eleições gerais em 4 de outubro, e a disputa por governos estaduais e Senado ainda está indefinida em grande parte do país. Apenas alguns estados, como Bahia, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, já têm alianças consolidadas.
Em São Paulo, a desistência de Paulo Serra (PSDB) e Kim Kataguiri (Missão) abriu espaço para uma disputa inédita, com pré-candidatos confirmados apenas entre os partidos com representação na Câmara: Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT).
Estados como Alagoas, Minas Gerais, Amazonas e Espírito Santo ainda não definiram seus pré-candidatos ao governo. Para o Senado, a indefinição é maior em locais como Ceará e Paraná. No Acre, Roraima, Sergipe e Distrito Federal, a incerteza gira em torno da elegibilidade de alguns políticos.
O levantamento considera apenas pré-candidatos que anunciaram publicamente suas intenções. A definição final depende das convenções partidárias marcadas entre 20 de julho e 5 de agosto. Entre os nomes confirmados estão Jerônimo Rodrigues (PT) e ACM Neto (União Brasil) na Bahia; Eduardo Riedel (PP) e Fábio Trad (PT) no Mato Grosso do Sul; além de André Marinho (Novo) e Eduardo Paes (PSD) no Rio de Janeiro.
Há ainda casos de pré-candidatos com situação jurídica instável, como José Roberto Arruda no Distrito Federal e Valmir de Francisquinho em Sergipe, que podem ter suas candidaturas barradas pela Lei da Ficha Limpa.
Com o cenário ainda aberto, as próximas semanas serão decisivas para consolidar as chapas e definir os nomes que vão disputar as eleições em cada estado e no Distrito Federal.
