O Banco de Brasília (BRB) cancelou uma assembleia de acionistas marcada para 18 de março, onde planejava captar até R$ 8,86 bilhões com a emissão de 1,67 bilhão de ações ordinárias. O adiamento ocorreu devido a um impasse jurídico envolvendo a liberação de imóveis do governo do Distrito Federal para reforçar o caixa da instituição, que assustou investidores.

Segundo o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, a suspensão da lei que autorizava a transferência desses imóveis gerou insegurança no mercado financeiro, prejudicando a capitalização do banco. A liminar que bloqueava a validade da lei foi revogada, mas o temor já havia afastado potenciais investidores.

Além da emissão de ações, o BRB estuda outras estratégias para recompor seu patrimônio, como a criação de um fundo imobiliário com lotes públicos avaliados em R$ 6,6 bilhões, a oferta desses imóveis como garantia para empréstimos junto ao Fundo Garantidor de Crédito, a venda de ativos próprios e a securitização de créditos do governo do Distrito Federal.

O banco tem até o fim do mês para divulgar o balanço do segundo semestre de 2025 e apresentar um plano concreto para fortalecer seu capital social, que atualmente é de R$ 2,34 bilhões. Caso consiga captar o valor máximo, o patrimônio do BRB poderia chegar a R$ 11,2 bilhões, quase quatro vezes o montante atual.

O governo do Distrito Federal, que detém quase 72% das ações do banco, ainda não informou se irá participar da nova emissão de ações. Os acionistas atuais terão direito de preferência para manter sua participação no capital.

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