O número de trabalhadores com mais de 50 anos no Brasil quase dobrou em 15 anos. Em 2006, eram 4,4 milhões; em 2021, saltou para 9,3 milhões. O crescimento desse grupo é quase três vezes maior que o aumento do emprego geral, segundo levantamento do Senai.
Apesar do preconceito, pesquisas internacionais mostram que os profissionais mais velhos têm desempenho superior aos mais jovens. Eles cometem menos erros, são mais experientes, têm maior controle emocional e melhor habilidade social.
Outro mito desfeito é que os sêniores não conseguem aprender ou se adaptar à tecnologia. A capacidade de aprendizado e o interesse continuam estáveis ao longo da vida, e muitos já dominam ferramentas digitais com facilidade.
Além disso, trabalhadores maduros são mais engajados, faltam menos e têm menor rotatividade. E embora se acredite que sejam mais caros para as empresas, sua produtividade e rede de contatos compensam os custos.
Com o envelhecimento da população e a queda da taxa de natalidade, a presença da mão de obra sênior se torna essencial para o mercado. A valorização desse grupo pode ajudar a enfrentar a escassez de profissionais e a combater o preconceito.
