O pesquisador Marc Milstein, autor do livro “The age-proof brain”, destaca que o declínio mental está ligado ao nosso modo de viver. Ele reforça que escolhas diárias, principalmente relacionadas ao sono, alimentação e atividade física, fazem toda a diferença para o futuro do cérebro.

Durante o sono, o cérebro passa por um processo de limpeza, eliminando toxinas acumuladas. Para isso, é fundamental dormir em um ambiente escuro e garantir noites de descanso de qualidade, sem uso de medicamentos que possam atrapalhar essa limpeza natural.

Milstein recomenda uma dieta rica em grãos, legumes, verduras e peixes com ômega 3, evitando alimentos ultraprocessados. Ele alerta ainda que suplementos só devem ser usados em caso de deficiência comprovada por exames. O consumo de álcool deve ser mínimo, seguindo alertas da Organização Mundial da Saúde.

Outro ponto importante é o engajamento social. Pessoas isoladas têm maior risco de perda cognitiva, enquanto atividades como aprender algo novo, dançar e praticar esportes ajudam a manter o cérebro ativo e saudável. Um estudo com freiras idosas mostrou que, mesmo com sinais de declínio em exames, elas permaneciam cognitivamente ativas graças à vida social intensa.

Para facilitar a manutenção da saúde mental, Milstein criou o guia BRAIN: trabalhar o equilíbrio (Balance), exercitar a memória (Recall), avaliar a saúde mental (Assessment), manter caminhada diária vigorosa (Intensity of walking) e se sentir mais jovem do que a idade real (Number).

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