Flávio Bolsonaro (PL) declarou nesta quarta-feira (7) que, se eleito presidente, vai usar o “capital político” do início do governo para tentar aprovar uma emenda constitucional que acabe com a reeleição no Brasil.
O candidato também confirmou que não pretende disputar um segundo mandato em 2030, reafirmando seu compromisso público de não buscar a reeleição.
Ele explicou que a proposta visa “redemocratizar o país” e dar exemplo para futuras gerações, deixando para o Congresso a decisão sobre os detalhes da reforma, como duração dos mandatos e quais cargos seriam afetados.
Sem Flávio na disputa em 2030, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparece como nome forte da direita para a próxima eleição presidencial. O Republicanos já planejava sua candidatura antes mesmo do resultado das eleições deste ano.
Além disso, a eleição de Flávio pode impactar as possibilidades eleitorais de familiares, devido à inelegibilidade reflexa prevista na Constituição, que impede parentes de até segundo grau do presidente de concorrer em sua jurisdição. Michelle Bolsonaro, madrasta de Flávio e atual senadora, não é afetada por essa regra.
Tarcísio de Freitas, que foi reeleito governador no último domingo (4) com mais de 62% dos votos, afirmou que agora vai se dedicar à campanha de Flávio no segundo turno. Durante a campanha, ele evitou confirmar pretensões presidenciais para 2030, mas acredita que Flávio cumprirá o compromisso com o fim da reeleição.
