Manaus viveu uma manhã de sábado com a qualidade do ar em nível crítico por causa da fumaça das queimadas. O índice de partículas finas ultrapassou 59 vezes o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), segundo dados da plataforma IQAir.
Por volta das 6h, o índice de qualidade do ar (AQI) chegou a 441 pontos, o pior entre todas as capitais brasileiras em tempo real. Às 8h40, o número subiu para 657, mantendo a classificação “perigoso”. A concentração de material particulado fino (PM2.5) alcançou 404,3 microgramas por metro cúbico, quando o limite anual da OMS é de 5 µg/m³.
Moradores relataram nas redes sociais forte cheiro de fumaça, ardência nos olhos e dificuldade para respirar. Algumas pessoas disseram que essa foi a pior situação já enfrentada na cidade, com a fumaça até prejudicando a visibilidade.
A Defesa Civil do Amazonas emitiu alerta de risco severo e pediu que a população use máscara ao sair e evite exposição ao ar poluído. A prefeitura de Manaus também recomendou manter janelas fechadas, beber água e evitar exercícios ao ar livre. Queimadas são crime e devem ser denunciadas.
Além da capital, municípios do interior do Amazonas também registraram níveis altos de poluição, como Urucurituba, Maués e Autazes, com concentrações de partículas muito acima do aceitável.
O cenário é resultado dos incêndios florestais em áreas não protegidas, que têm deixado a região coberta por fumaça há semanas.
