Com a disputa presidencial apertada entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, jovens entre 16 e 24 anos aumentam a mobilização para o segundo turno. Eles apostam em conversas nas faculdades, transporte público e redes sociais para conquistar votos e diminuir a abstenção.

De um lado, Isadora de Oliveira, 24 anos, organizou um ato com cerca de 60 mil pessoas em Brasília em apoio a Lula. Ela destaca a importância de ocupar espaços públicos e dialogar diretamente com os eleitores para defender o futuro que acreditam.

Do outro, João Pedro Porto, 18 anos, lidera um grupo universitário pró-Flávio Bolsonaro. Ele promove ações nas faculdades e manifestações para fortalecer o apoio ao presidente que tenta a reeleição. Segundo ele, ver colegas engajados ajuda a reforçar a confiança dos estudantes.

Apesar da mobilização, o número de jovens aptos a votar caiu em relação a 2022. Em 2026, são 19,2 milhões contra 21,4 milhões na eleição passada. No primeiro turno, 14,9 milhões votaram, cerca de 2 milhões a menos do que há quatro anos.

A cientista política Marcela Machado, da UnB, explica que o segundo turno costuma aumentar o engajamento dos jovens. O efeito da influência social e a pressão dos círculos próximos fazem muitos tomarem uma decisão, mesmo os menos engajados.

As estratégias usadas incluem grupos de mensagens, debates em sala de aula, banquinhas para conversar com eleitores e maior presença nas redes sociais. Jovens como Alexandra Carvalho e Daniella Dutra reforçam a importância de ir além das telas, levando o debate para a rua e ampliando o alcance da campanha.

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