O homem preso pelo assassinato da policial militar Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, teve a prisão convertida para preventiva em audiência nesta quarta-feira (8) no fórum de Campo Grande. Ele é o principal suspeito da morte da subtenente, que foi baleada dentro de casa no bairro Estrela Dalva na manhã de segunda-feira (6).
Durante a audiência, o suspeito de 50 anos manteve a versão de que tentou impedir um suicídio da vítima, mas não conseguiu. O advogado de defesa afirmou que ele colaborou com as investigações e nega ter tentado ocultar informações.
A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio. Perícias estão em andamento para esclarecer o que realmente ocorreu, incluindo análise de celulares e imagens que, segundo o suspeito, podem comprovar sua versão.
O casal vivia junto há cerca de dois meses, em um relacionamento de um ano e quatro meses. O suspeito foi encontrado no local com a arma na mão, mas apresentou contradições que reforçaram as suspeitas do crime.
Autoridades afirmam que não havia registros anteriores de violência doméstica entre eles. A Polícia Militar lamentou a perda da subtenente, que tinha quase 40 anos de serviço e era muito respeitada entre os colegas.
A investigação segue e a Justiça aguarda os resultados das perícias para decidir os próximos passos do processo, que pode ir a júri popular.
