O impacto dos determinantes sociais na saúde está ganhando destaque. Professores e especialistas alertam que a saúde social – que inclui moradia, segurança financeira, acesso a serviços e ambiente social – precisa ser tratada com a mesma importância da saúde física.

Segundo Nichola Davis, médica da New York University e gestora do maior sistema público hospitalar dos EUA, apenas 20% do tratamento depende de exames e diagnósticos; o restante está ligado às condições sociais dos pacientes. Para ela, os médicos devem ir além do consultório e ajudar a identificar e apoiar as necessidades sociais dos pacientes.

Erin McAleer, assistente social que combate a fome em Massachusetts, destaca que 21% das famílias enfrentam insegurança alimentar. Ela defende que hospitais ofereçam serviços como bancos de alimentos para apoiar essas pessoas, citando sua própria experiência familiar de dificuldades financeiras.

Caroline Fichtenberg, da University of California, propõe quatro ações prioritárias: investir em profissionais capacitados para ajudar pacientes a acessar recursos, integrar dados de saúde para soluções personalizadas, ampliar a conexão com comunidades para resolver problemas como falta de moradia, e fortalecer parcerias para evitar esforços duplicados.

Por fim, Seth Berkowitz, da University of North Carolina, ressalta que o sistema de saúde ainda reage a problemas existentes, mas precisa ouvir mais os pacientes para criar soluções eficazes e duradouras.

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