O cardiologista Daniel Pereira Kollet, de 55 anos, foi preso preventivamente em Taquara, na Região Metropolitana de Porto Alegre, acusado de abusar sexualmente de pelo menos 30 mulheres, entre pacientes e funcionárias. A Polícia Civil investiga os crimes, que teriam ocorrido nos últimos dois anos.

Uma das vítimas, Carla, relatou que foi atendida pelo médico há 11 anos e descreveu o abuso durante um exame. Segundo ela, o cardiologista a deixou sozinha em uma sala escura, tirou parte da roupa e passou a mão em seus seios, o que a deixou nervosa e impotente. Ao sair, percebeu que havia sido vítima de abuso e pretende registrar boletim de ocorrência, incentivando outras mulheres a denunciarem casos semelhantes.

O delegado responsável destacou que os depoimentos das vítimas apresentam semelhanças, com relatos de que o médico pedia para que as mulheres ficassem apenas de roupa íntima, depois as abraçava e acariciava sob o pretexto de prestar atenção carinhosa ou orientação espiritual.

Daniel Pereira Kollet foi encaminhado para o Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp), em Porto Alegre. A Polícia Civil mantém canal para denúncias anônimas pelo telefone (51) 98443-3481.

A defesa do médico nega as acusações, afirmando que ele sempre manteve conduta ética em quase 30 anos de carreira e aguarda o acesso completo aos autos para esclarecimentos.

O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) informou que já iniciou investigação administrativa e que, se confirmadas as denúncias, aplicará as punições cabíveis.

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