Apesar do crescimento de 2,3% do PIB brasileiro em 2025 e do desemprego em níveis históricos baixos, o endividamento das famílias continua elevado, especialmente nas modalidades de cartão de crédito, empréstimos e cheque especial.

Levantamento da Recovery revela que cerca de 19 milhões de brasileiros estavam com dívidas no cartão de crédito no ano passado, número que, mesmo com uma leve queda de 2% em relação a 2024, mantém essa modalidade como a que concentra o maior volume de inadimplência no país.

Regiões com maior concentração de dívidas

São Paulo lidera o ranking com aproximadamente 4,4 milhões de pessoas endividadas no cartão, seguida pelo Rio de Janeiro, com 2,4 milhões, e pela Bahia, com 1,4 milhão. Já em empréstimos e cheque especial, o aumento foi de 7%, totalizando 13,5 milhões de registros, concentrados principalmente no Sudeste, com destaque para São Paulo (3,8 milhões), Rio de Janeiro (1,6 milhão) e Minas Gerais (1,2 milhão).

Juros altos e inflação mantém pressão financeira

O cenário de crédito mais caro, com a taxa básica de juros em 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas, dificulta ainda mais a situação financeira dos devedores. O aumento do custo do rotativo do cartão, parcelamentos e empréstimos pesa no orçamento e atrasa a reorganização das finanças pessoais.

Embora a inflação oficial tenha desacelerado para 4,26% em 2025, o consumo das famílias cresceu apenas 1,3%, indicando que o poder de compra segue limitado e que as despesas básicas ainda consomem grande parte da renda.

Especialistas alertam para a necessidade de cautela e reforçam a importância da educação financeira e renegociação consciente das dívidas, que cada vez mais são feitas por meio de canais digitais, representando 77% das negociações na Recovery.

By api

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