Um júri federal dos Estados Unidos declarou Elon Musk culpado de fraudar acionistas do Twitter antes de concluir a compra da rede social em 2022, segundo reportagem da Bloomberg divulgada nesta sexta-feira (20).
O processo foi movido por antigos investidores que alegam ter vendido suas ações a preços mais baixos devido a tuítes de Musk, nos quais ele afirmou que a negociação estava “temporariamente suspensa” e que o Twitter subestimava o número de contas falsas na plataforma.
Essas declarações teriam causado uma queda significativa no valor das ações, que chegaram a cair quase 11% em um único dia. Os advogados dos acionistas estimam o prejuízo em cerca de US$ 2,5 bilhões.
Os representantes legais de Musk afirmam que ele agiu com base em preocupações legítimas sobre a quantidade de contas falsas e que não houve intenção de fraude. Eles anunciam que vão recorrer da decisão.
O caso relembra a negociação de Musk para comprar o Twitter por US$ 44 bilhões, iniciada em abril de 2022. Na época, ele contestou os dados oficiais do Twitter sobre contas falsas, alegando que o número real era muito maior, o que afetaria o valor da empresa.
Após a conclusão da compra em outubro de 2022, Musk mudou o nome da plataforma para X e retirou o símbolo do pássaro azul. Ele ainda enfrenta outras investigações relacionadas à compra, incluindo um processo da SEC por atraso na divulgação da aquisição das ações.
