O Senado da França analisa um projeto de lei que pode impedir crianças menores de 15 anos de usarem redes sociais. A proposta busca entrar em vigor no início do próximo ano letivo, em setembro, conforme desejo do presidente Emmanuel Macron.

O país acompanha uma tendência internacional: a Austrália já proibiu o acesso de menores de 16 anos a plataformas como Facebook, TikTok, Snapchat e YouTube. Vários governos no mundo estão atentos aos perigos que essas redes representam para o desenvolvimento dos jovens.

A deputada Laure Miller, autora da proposta, defende que as plataformas sejam obrigadas a adotar sistemas rigorosos para verificar a idade dos usuários e proteger os dados pessoais. Ela alerta que o uso precoce de smartphones pode afetar o crescimento pessoal e cognitivo das crianças.

No entanto, o projeto enfrenta resistência no Senado. Alguns parlamentares querem limitar a proibição apenas às redes consideradas prejudiciais, permitindo o uso de outras com autorização dos pais. Essa lista seria definida por decreto, o que pode gerar um impasse com a Câmara dos Deputados.

Entre os jovens, a medida não é bem vista. Louis Szponik, estudante de 15 anos, reconhece os riscos, mas destaca que as redes sociais também são importantes para comunicação e interação entre os adolescentes.

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