O governo federal anunciou um pacote para aliviar o aumento do querosene de aviação, que já representa 45% dos custos das companhias aéreas. O reajuste foi motivado pela alta do petróleo no mercado internacional, ligada ao conflito no Oriente Médio.

Entre as ações, está a suspensão do PIS e Cofins sobre o combustível para os aviões, gerando uma economia de R$ 0,07 por litro para as empresas. Além disso, o pagamento das tarifas de navegação aérea cobradas pela Força Aérea Brasileira será adiado para dezembro, referente aos meses de abril, maio e junho.

O governo também liberou duas linhas de crédito: uma de até R$ 2,5 bilhões para reestruturação financeira das companhias, operada pelo BNDES, e outra de R$ 1 bilhão para capital de giro, com condições a serem definidas pelo Conselho Monetário Nacional.

A Petrobras anunciou que o aumento do preço do querosene será parcelado em seis vezes, reduzindo o impacto imediato para as distribuidoras e, consequentemente, para o setor aéreo.

Representantes do setor alertam que o combustível mais caro pode restringir a abertura de novas rotas e limitar a oferta de voos, afetando a conectividade do país. O preço do barril de petróleo subiu de cerca de US$ 70 para mais de US$ 115 desde o início do conflito no Oriente Médio.

O governo espera que as medidas ajudem a conter a alta dos custos operacionais das companhias e evitem uma pressão maior sobre os preços das passagens aéreas.

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