A Corte de Apelações da Itália aceitou nesta quinta-feira (26) o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli para o Brasil. A decisão, porém, ainda não é definitiva e pode ser contestada pela defesa, que já anunciou que vai recorrer.

O caso será analisado pelo Supremo Tribunal de Cassação italiano antes de seguir para o Ministério da Justiça do país, responsável por autorizar a extradição. Zambelli está presa na Itália desde julho de 2025, após ser capturada por um pedido da Interpol.

A ex-parlamentar foi condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil por invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ela fugiu para a Itália após a condenação e é considerada foragida pela Justiça brasileira.

Na Itália, Zambelli está detida em um presídio nos arredores de Roma que enfrenta problemas de superlotação e falta de funcionários. A unidade abriga mulheres sob regimes de segurança média e alta e possui estrutura com celas, áreas de lazer, salas de aula e atendimento médico.

A defesa contestou a extradição alegando condições carcerárias inadequadas no Brasil. O processo já sofreu atrasos e adiamentos, e a Justiça italiana mantém Zambelli presa durante o julgamento por risco de fuga.

Se extraditada, Zambelli deve cumprir pena na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, conforme documentação enviada ao governo italiano que detalha as condições da prisão.

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