O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (1) que não pretende impor subsídio para reduzir o preço do diesel aos estados “na marra” e que vai insistir em um acordo com os governadores. Ele ressaltou que, diante de aumentos abusivos, as autoridades vão atuar para punir responsáveis.

Lula explicou que o governo já zerou impostos federais sobre o diesel para evitar alta no preço e que propôs uma divisão do custo da redução do ICMS com os estados, mas a oferta não foi aceita. Até agora, pelo menos 20 estados concordaram em ajudar na subvenção para importadores do combustível.

O presidente também destacou que as ações do seu governo para conter o preço do diesel são diferentes das adotadas no governo Bolsonaro, principalmente porque o cenário atual envolve tensões no Oriente Médio, como o bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã, que afeta o mercado internacional de petróleo.

Lula afirmou que a Polícia Federal e os órgãos de defesa do consumidor estão fiscalizando casos de empresas que recebem subsídio para não aumentar o preço do diesel, mas que mesmo assim repassam alta ao consumidor. “Vamos ter que colocar alguém na cadeia”, disse.

O presidente fez essas declarações durante entrevista no Ceará, reforçando que o governo vai continuar buscando soluções com diálogo e sem imposições diretas aos estados, mesmo diante do cenário difícil causado pela guerra no Oriente Médio e a alta global dos combustíveis.

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