A Polícia Federal intensificou o combate ao abuso sexual infantil na internet em 2025, com 1.132 operações realizadas, uma alta de 6% em relação a 2024. Isso representa uma média de três ações por dia focadas em crimes como produção, armazenamento e compartilhamento de material ilegal envolvendo crianças e adolescentes.
Essas operações resultaram no resgate de 123 vítimas, 24% a mais que no ano anterior. A maior parte dos casos envolve crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que trata da produção e divulgação de conteúdo sexual com menores.
Para reforçar a proteção no ambiente digital, entrou em vigor em março de 2026 o ECA Digital, que obriga redes sociais e aplicativos a vincular perfis de menores a responsáveis e a remover conteúdos abusivos. A lei, também chamada de PL da Adultização, surgiu após denúncias que mostraram o aumento da exposição de crianças a crimes online.
A PF é responsável por essas operações por causa do alcance global dos crimes, que violam tratados internacionais. As ações incluem prisões, resgate de vítimas e mandados de busca e apreensão, e o abuso sexual infantil representa 90% das operações contra crimes cibernéticos.
Casos recentes destacam a prisão de um ex-piloto de avião suspeito de liderar uma rede de exploração sexual infantil e outras ações em estados como Piauí e Rio de Janeiro, onde suspeitos foram presos por produção e compartilhamento de conteúdo abusivo.
Em 2025, Rondônia teve o maior aumento no número de vítimas resgatadas, enquanto São Paulo concentrou o maior número de operações, apesar de uma redução em relação ao ano anterior. O combate ao abuso sexual infantil na internet segue como prioridade das autoridades para proteger crianças e adolescentes no mundo digital.
