A Polícia Federal cumpriu mandados contra Rafael Góis, CEO do Grupo Fictor, na Operação Fallax, que apura fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal. A ação ocorreu nesta quarta-feira (25) em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.
O grupo é suspeito de movimentar mais de R$ 500 milhões com saques e transferências ilegais, usando dados falsos inseridos por funcionários corrompidos. A PF também prendeu 13 pessoas até o início da manhã e bloqueou R$ 47 milhões em bens.
Rafael Góis está à frente da Fictor desde sua fundação, em 2007, e é responsável pela expansão da empresa em setores como alimentos, energia, infraestrutura e finanças. O grupo tenta se reerguer após pedido de recuperação judicial feito em fevereiro, com dívidas de cerca de R$ 4 bilhões.
O CEO ganhou destaque nacional após a tentativa frustrada de compra do Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central um dia após o anúncio. A crise afetou a reputação e a liquidez da holding, segundo comunicado da empresa.
A operação também mira Luiz Rubini, ex-sócio da Fictor, e incluiu buscas em endereços ligados aos investigados em São Paulo. A Justiça autorizou a quebra de sigilos bancário e fiscal de várias pessoas e empresas envolvidas no esquema.
