O preço do petróleo registrou alta superior a 3% nesta quinta-feira (5), chegando perto dos US$ 85 por barril, impulsionado pelo bloqueio no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte da commodity. O impasse afetou o fluxo de cerca de 300 navios que aguardam condições seguras para navegar.
Apesar da valorização do petróleo, as bolsas pelo mundo mostraram sinais de recuperação após quedas intensas nos últimos dias, provocadas pela escalada da guerra no Oriente Médio. Na Ásia, o índice Kospi, da Coreia do Sul, teve um salto de 9,63%, após uma queda de mais de 12% na véspera. O governo local anunciou um fundo de estabilização de US$ 68 bilhões para conter a volatilidade nos mercados.
Mercados globais e tensões no Oriente Médio
Outros índices asiáticos também avançaram, como o Nikkei, no Japão, e as bolsas de Hong Kong e Xangai, na China, que reagiram positivamente após o anúncio da meta de crescimento econômico chinesa mais modesta em três décadas. Nos Estados Unidos, os índices subiram na quarta-feira, mas voltaram a recuar durante a sessão desta quinta.
Na Europa, as principais praças fecharam em baixa, e o Ibovespa, principal índice brasileiro, também registrava queda por volta do meio da tarde.
Os ataques a petroleiros continuam na região, com o navio Sonangol Namibe sofrendo danos perto do porto de Khor al Zubair, no Iraque. O conflito se intensificou com novos lançamentos de mísseis pelo Irã contra Israel, elevando a tensão e forçando milhares a buscarem abrigo.
Analistas alertam que, se o bloqueio no Estreito de Ormuz persistir, o fornecimento global de petróleo poderá ser comprometido seriamente, com até 3,3 milhões de barris diários fora do mercado. O Iraque já reduziu sua produção em quase 1,5 milhão de barris por dia devido a dificuldades logísticas, enquanto o Catar declarou força maior nas exportações de gás natural liquefeito, o que pode afetar a oferta por pelo menos um mês.
