Cientistas da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, criaram robôs chamados “metamáquinas” que seguem funcionando apesar de perderem partes do corpo. Cada robô é formado por módulos independentes, com motor, bateria e computador próprios, podendo agir sozinho ou em conjunto.
Esses robôs modulares correm, pulam e se levantam sozinhos após quedas, mantendo o funcionamento mesmo após sofrer danos. A ideia é que, se um módulo falhar, os demais continuem operando normalmente.
O design dos robôs foi desenvolvido com a ajuda de inteligência artificial, que testou várias combinações em simulações para encontrar as formas mais eficientes de locomoção. O processo foi inspirado na seleção natural, aprimorando os modelos mais eficazes.
Nos testes práticos, versões com três a cinco pernas conseguiram atravessar terrenos difíceis como areia, lama, grama, cascalho e folhas. A tecnologia pode ser usada para criar robôs que se adaptam a ambientes imprevisíveis e podem ser reconstruídos no campo conforme a necessidade.
Um dos pesquisadores destacou que, ao dividir um robô ao meio, surgem dois novos robôs funcionais, diferente de qualquer outra tecnologia que se tornaria inutilizável se cortada. A equipe aposta que essa inovação vai revolucionar áreas como exploração, resgate e operações em locais hostis.
