Um estudo envolvendo mais de um milhão de mulheres nos Estados Unidos apontou que a tomossíntese, conhecida como mamografia 3D, detecta mais casos de câncer de mama que a mamografia tradicional. O exame oferece imagens tridimensionais da mama, facilitando a identificação de tumores mesmo em tecidos densos.
A pesquisa analisou dados entre 2014 e 2020, incluindo mais de 2 milhões de exames realizados em pacientes entre 40 e 79 anos. A tomossíntese identificou 5,3 cânceres a cada mil exames, enquanto a mamografia convencional detectou 4,5 por mil. Além disso, o método 3D apresentou menos resultados falsos positivos e diminuiu a necessidade de exames complementares.
No Brasil, onde o câncer de mama é o tipo mais comum entre mulheres, o exame ainda é pouco acessível. Ele está disponível em alguns hospitais públicos especializados e clínicas particulares, mas não é coberto pela maioria dos planos de saúde e custa entre R$ 600 e R$ 800.
Especialistas afirmam que a tomossíntese aumenta em até 25% o número de diagnósticos precisos e reduz a exposição à radiação quando comparada à sequência de exames complementares exigidos após a mamografia 2D. Nos Estados Unidos, cerca de 80% dos centros de diagnóstico já adotam a tecnologia.
Outro estudo realizado na Alemanha confirmou as vantagens da tomossíntese, mostrando que o exame detecta 48% mais tumores invasivos do que a mamografia tradicional. No entanto, o alto custo dos equipamentos e a necessidade de profissionais treinados limitam a expansão do método no sistema público de saúde.
