Um levantamento revelou que 61 candidatos que disputaram cargos em São Paulo nas eleições de 2026 registraram seus perfis oficiais nas redes sociais de forma incorreta junto à Justiça Eleitoral. Entre eles, estão candidatos a deputado federal, estadual, senador e governador.
Os partidos com maior número de irregularidades foram Mobiliza (15 candidatos), UP (13) e Missão (9). Em vez de informar o endereço completo das contas, eles forneceram apenas o nome de usuário, precedido de @, sem incluir a URL completa com “www”.
Essa falha ganhou destaque após o ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), suspender a campanha digital do candidato Renan Santos, do partido Missão, por omissão estratégica de perfis nas redes sociais, que foram informados fora do prazo.
Especialistas explicam que há diferença entre erro formal no cadastro e omissão intencional de perfis usados na campanha. Erros simples podem ser corrigidos, mas deixar de declarar contas ativas pode caracterizar propaganda irregular, com sanções graves, como multa, suspensão da campanha ou até cassação da candidatura.
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) informou que a divulgação dos canais oficiais é fundamental para garantir transparência e permitir a fiscalização da Justiça Eleitoral, do Ministério Público, adversários e da sociedade. Atualmente, 30 processos tramitam no TRE-SP relacionados à falta de informações sobre redes sociais ou sites de candidatos.
Segundo a legislação eleitoral, candidatos devem informar, no registro da candidatura, todos os canais digitais usados para propaganda eleitoral, incluindo sites, blogs e perfis em redes sociais, para que possam ser fiscalizados e para evitar vantagem indevida na distribuição de conteúdo durante a campanha.
