Um estudo recente aponta que cerca de 33% dos adultos com diabetes tipo 2 apresentam sinais de doença cardiovascular sem saber, mesmo sem sintomas aparentes. A pesquisa, publicada no Journal of the American Heart Association, reforça a necessidade de monitoramento cardíaco constante para quem tem diabetes.
Os cientistas analisaram amostras de sangue de mais de 10 mil pessoas coletadas entre 1999 e 2004, incluindo indivíduos com e sem diabetes tipo 2, todos sem histórico de problemas cardíacos. Eles mediram os níveis de duas proteínas ligadas à saúde do coração: a troponina cardíaca de alta sensibilidade e o peptídeo natriurético N-terminal pro-B-type.
Resultados mostraram que diabéticos tinham o dobro de chance de apresentar sinais de doença coronariana em comparação aos não diabéticos (33,4% contra 16,1%). Além disso, níveis elevados dessas proteínas estavam relacionados a um maior risco de morte por causas gerais e cardíacas entre os pacientes com diabetes.
A pesquisa também indicou que quem tem diabetes há mais tempo e não controla adequadamente a glicose no sangue tem maior incidência de troponina elevada, que indica lesões no coração. Segundo a professora Elizabeth Salvin, da Universidade Johns Hopkins, esses dados sugerem que o diabetes pode afetar o coração de forma diferente do colesterol, prejudicando os pequenos vasos e aumentando o risco de complicações.
Em outra pesquisa recente, exercícios físicos praticados à tarde mostraram melhores resultados para o controle da glicose em diabéticos. O estudo acompanhou 2.400 pessoas por quatro anos e concluiu que quem fazia atividade moderada a intensa nesse período do dia conseguiu reduzir mais os níveis de açúcar e teve maior chance de parar a medicação.
