Na reta final antes do primeiro turno, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) intensificaram a guerra de acusações nos programas eleitorais desta terça-feira (22). O foco principal foi o preço dos alimentos e a situação econômica do país.

Flávio abriu o horário eleitoral acusando Lula de fazer ataques mentirosos e disse que não vai revidar, mas sim mostrar suas propostas. Ele criticou o atual governo por deixar o Brasil com recorde de endividados e famílias com dificuldade para encher o carrinho no supermercado.

Além disso, Flávio apresentou medidas na área de segurança pública, prometendo construir presídios federais de segurança máxima, bloquear celulares nas prisões, aumentar penas para roubo de celular e reduzir a maioridade penal.

Já Lula usou seu tempo para destacar ações sociais e econômicas, como o fim da escala 6 por 1, a ampliação do programa Pé-de-Meia, e a isenção de impostos para produtos da cesta básica. Ele também associou Flávio ao governo do pai, Jair Bolsonaro, responsabilizando a família pelo aumento dos preços dos alimentos e combustíveis.

Lula defendeu o seu governo, afirmando que já trabalha para recuperar o poder de compra dos brasileiros, com salário mínimo acima da inflação e medidas para conter os preços dos combustíveis. A propaganda também destacou promessas de reforma tributária e isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.

Os dois candidatos estão tecnicamente empatados nas pesquisas, o que explica a estratégia de focar em temas que afetam diretamente o dia a dia do eleitor, como economia e segurança. A disputa promete esquentar ainda mais até o dia da votação.

Por peb_hn

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