O Tribunal de Justiça do Acre determinou a suspensão da greve dos profissionais da educação de Rio Branco, que durava quase uma semana. A decisão liminar, assinada pelo desembargador Nonato Maia, obriga o retorno das aulas em 24 horas e impõe multa diária de R$ 50 mil aos sindicatos Sinteac e Sinproacre caso a paralisação continue.
A prefeitura de Rio Branco havia pedido a suspensão da greve alegando que o movimento é abusivo e prejudica o funcionamento dos serviços essenciais. Segundo a gestão, as negociações com os sindicatos ocorreram ao longo de 2026, mas não houve comunicação formal sobre a adesão dos professores à greve.
O tribunal ressaltou que a paralisação compromete o direito à educação de milhares de alunos da rede municipal e afeta o calendário escolar. A decisão cita a urgência para evitar danos irreparáveis ao processo pedagógico e à proteção das crianças e adolescentes.
Apesar da liminar, os sindicatos ainda podem recorrer da decisão. O Sinproacre informou que ainda não foi notificado oficialmente e está analisando o caso. Já o Sinteac não se pronunciou até o momento.
O impasse permanece porque os profissionais da educação rejeitam a proposta da prefeitura de reajuste salarial de 5%, considerada insuficiente pela categoria. Eles reivindicam reposição da inflação, atualização das gratificações, avanços no Plano de Cargos e melhorias nas escolas. Os servidores afirmam estar três anos sem aumento real nos salários.
Mais de 50 unidades escolares aderiram à greve, incluindo creches e escolas municipais em diversos bairros da capital acreana. Na noite de terça-feira, os trabalhadores fizeram uma vigília na Praça da Revolução, no centro da cidade, que deve seguir até o início da quarta-feira.
