Um grupo de grandes bancos internacionais alertou para os perigos crescentes no uso de agentes de inteligência artificial (IA) para realizar compras pela internet. Essas ferramentas, que fazem todo o processo de busca, comparação e pagamento em nome do consumidor, podem facilitar golpes, fraudes e ameaçar a privacidade dos usuários.

Empresas como OpenAI, Google e Meta estão investindo no desenvolvimento desses agentes, enquanto varejistas tentam aparecer nas recomendações dessas IAs. Porém, segundo o relatório divulgado por bancos como NatWest, Bank of America e ING, a tecnologia avança mais rápido do que as regras para proteger os consumidores.

Entre os riscos apontados, estão decisões inesperadas dos agentes, como comprar produtos errados ou gastar mais do que o planejado. Também há perigo de fraudes, já que o agente pode coletar dados do cartão e usar formas de pagamento menos seguras, além do risco de vazamento de informações pessoais e financeiras.

Os bancos defendem que sejam criadas regras claras para informar quando uma IA está envolvida na compra, garantir transparência nos critérios de decisão e proteger os dados dos clientes. Eles também querem que consumidores e lojistas possam escolher quais serviços de IA utilizar e que diferentes sistemas possam funcionar juntos.

O uso dos agentes de IA nas compras já cresce: a varejista britânica John Lewis registrou aumento de buscas feitas por essas ferramentas de 0,3% para 2,5% em um ano. Para os bancos, isso mostra a urgência de estabelecer normas antes que o uso se torne ainda mais comum.

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