A terapia celular e genética está transformando a medicina e movimenta um mercado que pode chegar a mais de R$ 300 bilhões em poucos anos. A tecnologia permite alterar genes para tratar doenças até então sem cura, com métodos que variam da modificação direta do DNA a terapias de RNA, como as usadas na vacina contra a Covid-19.
Pesquisadores da Harvard University desenvolveram uma vacina capaz de destruir tumores cerebrais e estimular o sistema imunológico para evitar o retorno do câncer. Os testes iniciais em animais mostram resultados promissores, apontando para uma nova era no combate às doenças graves.
O setor de oncologia é o que mais atrai investimentos, seguido por pesquisas em doenças do sistema nervoso e problemas oculares. No Brasil, a Anvisa já aprovou tratamentos genéticos caros e inovadores, como o Zolgensma para atrofia muscular espinhal, o Luxturna para distrofias de retina e o Kymriah contra câncer hematológico.
Com a expansão do mercado, a expectativa é o surgimento de medicamentos para mais doenças comuns, como o controle de colesterol alto. Porém, o avanço levanta também preocupações sobre o acesso às terapias, que podem ficar restritas a grupos ricos.
Estudos recentes destacam que desigualdades sociais, e não fatores genéticos, são as verdadeiras causas por trás de muitas doenças, especialmente em grupos marginalizados. Condições precárias de vida, violência, poluição e falta de serviços básicos influenciam diretamente a saúde pública e precisam ser enfrentadas junto com os avanços científicos.
