Um estudo da Ohio State University analisou dados de mais de 7 mil idosos para entender o que impacta o declínio cognitivo na velhice. Os pesquisadores descobriram que o nível socioeconômico e a educação no começo da vida têm mais peso do que hábitos como tabagismo e sedentarismo na fase adulta.

Os dados foram coletados entre 1996 e 2016, avaliando a capacidade mental de pessoas nascidas entre 1931 e 1941. Os fatores sociais responderam por 38% da variação no desempenho cognitivo aos 54 anos, mas caíram para apenas 5,6% entre 54 e 85 anos.

Além disso, outra pesquisa mostrou que pessoas com baixa escolaridade e situação econômica instável na faixa dos 30 anos têm maior chance de desenvolver distúrbios mentais na meia-idade.

Por outro lado, manter a atividade física ao longo da vida está ligado a melhor desempenho cerebral na velhice. Um estudo recente com britânicos apontou que quem se exercita regularmente desde a meia-idade tem mais chances de preservar a acuidade mental aos 69 anos.

Essas descobertas reforçam a importância das condições socioeconômicas e dos hábitos saudáveis para tentar frear o declínio cognitivo, mas ainda não há um modelo definitivo que explique todos os fatores envolvidos.

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