O governo brasileiro está preparado para a possível nova sobretaxa proposta pelos Estados Unidos sobre produtos ligados ao trabalho forçado. A expectativa é que essa taxa seja adicionada aos 25% já anunciados, chegando a cerca de 37,5%, quase o mesmo nível dos 40% aplicados no ano passado.
Autoridades brasileiras afirmam que a estratégia para enfrentar essa nova cobrança será o diálogo direto com os americanos até o fim da investigação. Em abril, o Brasil enviou uma defesa técnica destacando medidas contra o trabalho escravo, como a criação da Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo e a manutenção da “Lista Suja”, que restringe financiamentos a empregadores flagrados explorando mão de obra escrava.
Na quarta-feira (3), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participa de evento da OCDE em Paris, onde deve tentar se reunir com o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, para tratar do assunto. Até o momento, não há encontro confirmado entre os dois.
Essa movimentação ocorre em meio a uma investigação dos EUA que mira tarifas adicionais para garantir que produtos importados não tenham ligação com trabalho forçado, decisão que o Brasil considera motivada por fatores políticos.
