Um estudo recente da Ohio State University analisou dados de mais de 7 mil idosos para entender o que mais afeta o declínio da capacidade mental com o avanço da idade. Os pesquisadores descobriram que fatores como escolaridade, renda e ocupação têm maior peso no desempenho cognitivo por volta dos 54 anos, mas sua influência cai drasticamente após essa idade.

Os dados foram coletados em um estudo que acompanhou participantes entre 1996 e 2016, avaliando sua saúde, condições socioeconômicas e hábitos de vida. Os resultados mostraram que esses fatores explicam 38% das variações nas funções cognitivas no início da meia-idade, mas apenas 5,6% entre os 54 e 85 anos.

Além disso, outra pesquisa destacou que pessoas com baixa escolaridade e instabilidade econômica na faixa dos 30 anos têm mais chance de desenvolver problemas mentais aos 50. Por outro lado, a prática regular de exercícios físicos ao longo da vida está ligada a um melhor funcionamento cerebral na velhice, segundo estudo britânico.

Esse segundo trabalho acompanhou 1.417 pessoas e comprovou que quem se manteve ativo desde a meia-idade até os 69 anos teve desempenho cognitivo superior aos sedentários. Os cientistas reforçam que, embora o impacto exato dos fatores de risco ainda não esteja totalmente claro, a situação socioeconômica e o estilo de vida são elementos importantes para a saúde mental no envelhecimento.

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