O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), reafirmou que não vai retirar as críticas feitas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a divulgação de mensagens em que o parlamentar pede dinheiro ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Em entrevista à rádio CBN Paraíba, Zema disse que quem se aproximou do banqueiro, preso acusado de fraudes bilionárias, deve ser visto com desconfiança. “O que eu tinha de dizer, eu já disse. Pau que bate em Chico bate em Francisco”, afirmou.

O desgaste entre Zema e Flávio Bolsonaro começou em maio, quando surgiram áudios e mensagens em que o senador solicitava recursos para financiar o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. Na época, Zema condenou a atitude, chamando de “imperdoável” o pedido de dinheiro e comparando com práticas criticadas no PT.

Apesar de ter dito em maio que o episódio era uma página virada, Zema voltou a atacar Flávio em junho, questionando como poderia apoiar alguém ligado ao “maior banqueiro bandido do Brasil”.

As declarações geraram reação da família Bolsonaro. Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, sugeriu um rompimento com o partido Novo nas redes sociais.

Vorcaro está preso e é investigado por liderar um esquema de fraudes que podem chegar a R$ 12 bilhões. Flávio Bolsonaro nega irregularidades e afirma que buscava um investidor para o projeto do filme.

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