Um restaurante em Staten Island, Nova York, tem um diferencial que chama atenção: as avós são as estrelas da cozinha. Conhecida como Enoteca Maria, a casa funciona só de sexta a domingo e recebe 27 “nonnas” que revezam para preparar pratos típicos de suas origens.

O cardápio é italiano, mas as receitas vão da Argélia à Síria, passando pela Grécia, Argentina e Brasil. A ideia é simples: a comida feita com o toque das vovós é mais saborosa e cheia de história. Muitas cozinham uma vez por mês, outras com mais frequência, como Maria Gialanella, de 88 anos, que está na casa há 10 anos.

A brasileira Lucia de Fátima Amaral, mineira de 58 anos, também participa e destaca seus pratos mais pedidos, como rabada e camarão na moranga. Ela vive nos EUA há mais de 20 anos e já coleciona elogios dos clientes. Além das refeições, o restaurante oferece aulas para ensinar os segredos das “nonnas” e compartilha um livro virtual com fotos e receitas.

O espaço foi criado em 2007 por Jody Scaravella para homenagear a mãe, a avó e a irmã, todas chamadas Maria. Inicialmente focado em avós italianas, o projeto se expandiu em 2015 para incluir mulheres de diversas culturas, reforçando a valorização da diversidade e dando propósito para muitas senhoras que ficaram viúvas ou distantes dos filhos.

Inspirada por essa iniciativa, a chef brasileira Roberta Sudbrack anunciou recentemente que busca profissionais com mais de 40 anos para seu novo bar de comida no Rio. Ela valoriza o trabalho intergeracional e reconhece o papel importante das pessoas mais velhas na cozinha e no salão.

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