O Design Challenge, criado pelo Centro de Longevidade de Stanford, chegou à sua 10ª edição com foco em soluções que garantam saúde ao longo da vida, não apenas na velhice. A ideia é estimular inovações que ajudem a manter o bem-estar desde o começo da vida, até os anos avançados.
Foram 241 propostas enviadas por 38 países. Um grupo de 35 jurados, entre especialistas da indústria, academia e ONGs, escolheu os oito finalistas. Cada projeto recebeu um prêmio de mil dólares e vai disputar a grande final em Stanford, marcada para abril, com um prêmio de dez mil dólares para o vencedor.
Dentre as ideias selecionadas, destacam-se a 2Care, um aparelho que usa luz azul para detectar placa bacteriana nos dentes e pode enviar imagens ao celular, ajudando no monitoramento da saúde bucal; e o Fitness & Fun Facility, equipamentos para parques que incentivam a interação entre avós e netos.
Outros projetos incluem o PaperRoad, uma plataforma de inteligência artificial para apoiar adolescentes com saúde mental; o Shakti, um app que monitora anemia em gestantes; e o Sonura, sistema que reproduz sons do útero para bebês em UTIs neonatais, reduzindo seu estresse.
Também estão entre os finalistas o jogo de tabuleiro Tree of Life, que ajuda a entender mudanças cognitivas com a idade; o kit Unpause Life, com informações e testes hormonais para a menopausa; e o Variable Reactive Board, equipamento para treinar o equilíbrio e prevenir quedas na terceira idade.
Marie Conley-Smith, coordenadora do desafio, destacou que o objetivo é garantir não só mais anos de vida, mas qualidade e saúde durante todo esse tempo, começando desde a infância.
