O Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou que o INSS atualize com urgência os sistemas usados para a concessão automática de benefícios, que são analisados por robôs sem intervenção humana. Apesar do aumento no uso da automação, o processo ainda não conseguiu diminuir a fila de espera dos segurados.
Desde 2017, pedidos de aposentadoria, pensão e auxílio têm sido analisados automaticamente. No começo de 2024, apenas 15,7% dos benefícios passavam por esse sistema, mas em 2025 mais da metade já era processada por automação. Mesmo assim, o TCU destaca que a fila e o tempo de espera permanecem elevados.
A auditoria aponta que o problema está no uso de sistemas antigos, datados dos anos 1990, que dificultam a integração com tecnologias modernas. Além disso, a equipe responsável pela automação é pequena e a empresa Dataprev enfrenta limitações para operar e atualizar esses sistemas.
O TCU reforça que a concessão automática deve continuar sendo prioridade para reduzir esperas, mas exige melhorias tecnológicas para isso acontecer. Em resposta, o INSS afirmou que já tem avançado nas recomendações e mantém reuniões semanais com a Dataprev para resolver as falhas.
Um ponto crítico apontado por especialistas é a qualidade das informações no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), base usada para conceder benefícios. Dados incorretos nesse cadastro podem levar a indeferimentos indevidos, ou seja, benefícios negados por erro. Atualmente, a correção desses dados só pode ser feita via telefone, que apresenta dificuldades para os segurados, e especialistas defendem a criação de uma ferramenta online para facilitar esse processo.
Advogados da área previdenciária também alertam para a necessidade de investimentos do governo para atualizar o CNIS e integrar melhor os sistemas, evitando erros e agilizando a concessão dos benefícios.
