O ritmo do Congresso Nacional vai desacelerar com o recesso parlamentar, as convenções partidárias e o início das campanhas eleitorais. Isso vai empurrar para depois das eleições de outubro a votação de propostas consideradas prioritárias por governo e oposição.

O recesso oficial vai de 18 a 31 de julho, mas como a Lei de Diretrizes Orçamentárias não foi aprovada, os parlamentares devem suspender as sessões sem convocação formal. O funcionamento já estava mais lento por causa da Copa do Mundo e das festas juninas, que mobilizam principalmente deputados do Nordeste.

As atividades devem voltar na primeira semana de agosto, mas com a proximidade das eleições, parlamentares vão focar mais nas campanhas do que na agenda legislativa. A formação de quórum fica mais difícil e debates importantes tendem a ser adiados.

Entre os temas que não devem ser votados antes do pleito estão a PEC para acabar com a escala 6×1, a PEC da Segurança Pública, a redução da maioridade penal, a aposentadoria especial para agentes comunitários, a criminalização da misoginia, e projetos sobre terras raras e impostos sobre combustíveis.

Especialistas afirmam que o calendário eleitoral muda o foco dos parlamentares, que passam a enxergar as votações também como estratégias eleitorais. Isso faz com que pautas com potencial de conflito público sejam deixadas para momentos de menor tensão política, após as eleições.

Além disso, o período eleitoral traz sessões mais espaçadas, maior uso de votações remotas e preferência por projetos que tenham apelo popular e menos risco de desgaste para as lideranças.

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