O Estreito de Ormuz virou palco de uma nova crise que mexe com o preço do petróleo e desafia Donald Trump a poucos meses das eleições de meio de mandato nos EUA. O presidente americano declarou que os Estados Unidos vão controlar a passagem estratégica e cobrar 20% sobre as cargas que cruzarem a região.
Essa medida reacendeu os temores no mercado global, e o barril do petróleo Brent chegou a subir mais de 9%, alcançando US$ 83,04. O estreito é vital para o transporte de energia, já que cerca de 20% do petróleo consumido no mundo passa por ali.
Especialistas apontam que o que se instalou é um “novo normal” marcado pela instabilidade e oscilações bruscas nos preços, mesmo sem interrupção total do fornecimento. A simples ameaça de bloqueio faz com que armadores, seguradoras e refinarias reajam de forma preventiva, aumentando custos e repassando riscos ao consumidor final.
O Irã usa o controle da região como arma geopolítica contra os EUA, pressionando diretamente a economia americana e o governo Trump, que busca manter os preços de energia baixos para não prejudicar sua base eleitoral. A escalada das tensões já elevou o preço da gasolina nos EUA, aumentando a preocupação com o impacto eleitoral.
Analistas afirmam que a disputa pelo domínio do Estreito de Ormuz deve continuar por um bom tempo, mantendo o mercado em alerta e forçando países a buscar alternativas para reduzir a dependência da rota. A expectativa é que os preços fiquem abaixo de US$ 90 o barril até as eleições, para evitar impactos políticos negativos para Trump.
