O governo dos Estados Unidos confirmou a cobrança de uma tarifa extra de 25% sobre vários produtos brasileiros, que entra em vigor no dia 22 de julho. A decisão veio após uma investigação de um ano feita pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) para combater possíveis barreiras comerciais.
Aliados do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato pelo PL, torciam para que o aumento das tarifas fosse adiado. Ele até chegou a tentar convencer a equipe do ex-presidente Donald Trump, mas o pedido foi negado. Agora, Flávio tenta jogar a responsabilidade pelo tarifaço no atual presidente Lula, alegando falhas na negociação do governo brasileiro.
Em resposta a críticas do secretário de Estado americano Marco Rubio, que acusou Lula de não negociar de boa-fé, Flávio Bolsonaro tem usado as redes sociais para defender sua versão dos fatos. No entanto, pesquisas recentes mostram que a maioria dos brasileiros culpa Lula pela situação e considera o tarifaço ruim para o país.
Uma pesquisa Quaest revelou que 51% dos brasileiros veem Lula como responsável pela tarifa adicional, enquanto 30% culpam Flávio Bolsonaro. O levantamento também indica que o tarifaço fortalece a intenção de voto em Lula e enfraquece a de Flávio.
Nos bastidores, aliados do senador admitem que o tema prejudica sua campanha e que o ideal seria que o assunto saísse rapidamente do noticiário. Mas sabem que o governo Lula vai continuar explorando o tema durante a disputa eleitoral.
