Uma mulher de 40 anos escreveu uma carta para seu ginecologista pedindo um olhar mais atento e humano sobre a menopausa. Ela quer se preparar para essa fase da vida, diferente da ideia comum de que é só sofrimento e declínio.

Na carta, ela lembra que o médico acompanhou momentos importantes, como a gravidez da filha, e agora quer falar sobre os desafios que a menopausa traz. Ela cita uma amiga que foi informada pelo médico que dali em diante seria “a descida da ladeira” e a mãe que sofreu com sintomas como fogachos, insônia e depressão, encarados como normais demais.

A mulher conta que está cheia de planos, com casamento novo e promoção no trabalho, e não quer que o corpo e a mente a impeçam de seguir em frente. Ela destaca os riscos reais da queda do estrogênio, como alterações de humor, queda da libido, risco de infarto, osteoporose e problemas metabólicos.

Ela pede que o médico fale sobre as opções de tratamento, especialmente a reposição hormonal, que hoje é feita com doses controladas e pode ser iniciada na fase certa para evitar os sintomas ruins. A paciente lamenta que ainda existam profissionais que se prendem a estudos antigos que ligam o tratamento ao câncer, sem considerar as atualizações científicas.

Por fim, ela diz que quer ampliar sua rede de acompanhamento, buscando ajuda também de endocrinologistas, e que continuará com o ginecologista, mas quer um tratamento personalizado para essa nova etapa da vida.

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