O governo federal está fechando um pacote de medidas para ajudar empresas brasileiras prejudicadas pelo tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos, que começa a valer nesta quarta-feira (22). A ajuda será escalonada e condicionada à manutenção dos empregos.
Uma das ações previstas é a abertura de linhas de crédito para empresas que misturam os insumos usados na produção de fertilizantes, que estão com preços elevados devido à guerra no Oriente Médio. Essas empresas são essenciais para o agronegócio nacional.
Além disso, o governo pretende lançar novos investimentos para complementar o Plano Brasil Soberano, programa criado no ano passado para proteger o setor produtivo e os trabalhadores diante de crises externas. O foco será em linhas de crédito para custeio e investimentos, sem ampliar gastos públicos de forma descontrolada.
O vice-presidente Geraldo Alckmin, junto com os ministros da Fazenda e da Indústria e Comércio, se reúnem com setores afetados para ouvir demandas e buscar soluções que ajudem na sobrevivência das empresas e na abertura de novos mercados. Entre os segmentos mais impactados estão móveis, calçados e máquinas.
O governo descarta o uso de cotas para exportação ou desonerações fiscais como forma de apoio. A estratégia será oferecer suporte financeiro com contrapartida, principalmente a manutenção dos empregos, para minimizar os efeitos do tarifaço e da alta dos fertilizantes.
Além da tarifa de 25%, o governo se prepara para uma nova taxa adicional de 12,5%, que pode ser anunciada ainda nesta quarta e afetará o Brasil e outros 59 países.
