O Brasil foi o país mais afetado pela nova rodada de tarifas dos Estados Unidos, segundo análise do Financial Times. A taxa média sobre produtos brasileiros subiu de 11% para 17,7%, maior alta entre os principais parceiros comerciais americanos.
Essa mudança veio depois que a Suprema Corte dos EUA declarou ilegais as tarifas globais impostas por Donald Trump em 2025. Para manter a cobrança, o governo americano adotou tarifas específicas para cada país, dificultando que uma decisão judicial anule toda a política de uma vez.
Além disso, os EUA anunciaram uma nova tarifa de 12,5% para o Brasil e mais 59 países, alegando combate insuficiente a produtos feitos com trabalho forçado. Como o Brasil já enfrenta uma tarifa extra de 25%, algumas exportações podem sofrer impostos de até 37,5%.
Enquanto o Brasil enfrenta altas, países europeus como França, Reino Unido, Alemanha e Espanha tiveram redução nas tarifas. A União Europeia aproveita exceções para produtos estratégicos, o que diminui o impacto para seus exportadores.
Países da América Latina e Ásia, como China, Vietnã e Colômbia, também registraram aumentos menores nas tarifas. A União Europeia, por sua vez, prepara retaliações caso os EUA imponham novas taxas sobre seus produtos.
O governo brasileiro já liberou R$ 18,5 bilhões em crédito via Plano Brasil Soberano para ajudar os setores prejudicados e busca negociar uma resposta às medidas americanas.
